Olá, minhas flores! Que alegria ter vocês aqui no nosso Caderninho de Receitas! Eu sou a Clarisse Mendes, a sua chef de cozinha preferida, e hoje a gente vai transformar ingredientes simples em carinho puro. A receita de hoje tem aquele jeitinho de aconchego, cheiro que invade a casa e sabor que abraça a alma. Sabe quando você passa na frente de uma padaria e aquele aroma de massa doce assando com baunilha te faz parar no tempo? Pois é, hoje o nosso encontro é com uma das maiores tradições do sul do país, uma massa que é pura nuvem coberta com uma farofa que faz “croc” na boca. Preparem o coração, porque o brilho desse creme amarelo e a textura fofinha que vamos conseguir hoje vão fazer vocês entenderem por que esse pão doce é uma verdadeira lenda.
A nossa estrela de hoje é o CHINEQUE DE FAROFA COM CREME, uma daquelas delícias que parecem guardadas a sete chaves pelos padeiros antigos, mas que revelam sua magia na simplicidade da nossa cozinha. Eu escolhi essa receita porque ela é o equilíbrio perfeito: a massa não é doce demais, o creme traz a suavidade e a farofa finaliza com aquela crocância amanteigada que a gente não consegue parar de comer. Muitas vezes as pessoas acham que fazer massa doce é difícil ou que ela fica seca, mas eu vou te mostrar como o descanso certo e a temperatura do forno transformam esse chineque em um abraço em forma de pão. Então pega teu avental e vem comigo, porque eu vou te conduzir como se estivéssemos juntas na mesma cozinha, sovando essa massa com calma e vendo ela crescer com todo o amor do mundo.
Ingredientes do CHINEQUE DE FAROFA COM CREME
Para que o seu pão doce fique leve e a cobertura bem crocante, anote os itens:
Para a Massa:
- 500g de farinha de trigo (aproximadamente)
- 1 xícara de leite morno (não quente!)
- 1/2 xícara de açúcar
- 1 ovo grande
- 2 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
- 10g de fermento biológico seco (1 pacotinho)
- 1 pitada de sal
Para o Creme de Confeiteiro:
- 250ml de leite
- 2 gemas peneiradas
- 3 colheres (sopa) de açúcar
- 1 colher (sopa) de amido de milho
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
Para a Farofa (Streusel):
- 1/2 xícara de farinha de trigo
- 1/2 xícara de açúcar
- 2 colheres (sopa) de manteiga gelada
Nesta preparação, você vai precisar de uma tigela grande para a massa, uma panela pequena para o creme e uma assadeira grande untada. O tempo total é de aproximadamente 2 horas e 30 minutos, sendo 20 minutos de sova, 1 hora e 30 minutos de descanso para a massa crescer e cerca de 25 minutos de forno. Essa receita rende 12 chineques médios. Uma observação essencial da Clarisse: o leite deve estar apenas morno; se estiver quente demais, ele “mata” o fermento e o seu chineque não vai virar aquela nuvem fofinha que a gente tanto espera.
Modo de Preparo da Receita
1. Despertando o fermento
Comece misturando o fermento, o açúcar e o leite morno. Deixe descansar por 5 minutos até formar uma espuminha. Adicione o ovo, a manteiga e vá colocando a farinha aos poucos. O segredo é sovar bem, por uns 10 a 15 minutos, até a massa ficar lisa, elástica e desgrudar das mãos. Deixe descansar em local abafado até dobrar de tamanho.
2. O creme de confeiteiro aveludado
Enquanto a massa cresce, misture todos os ingredientes do creme na panela (exceto a baunilha). Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar. Desligue, junte a baunilha e cubra com plástico filme encostado no creme para não criar casca. Deixe esfriar completamente.
3. A farofa crocante
Essa parte é terapêutica! Em uma tigelinha, misture a farinha, o açúcar e a manteiga gelada com as pontas dos dedos até formar uma farofa grossa. Não amasse muito; queremos gruminhos de manteiga que vão derreter e caramelizar no forno.
4. Modelagem e segunda fermentação
Depois que a massa cresceu, divida-a em 12 bolinhas. Achate-as levemente e coloque na assadeira. Deixe descansar por mais 20 minutos — esse segundo descanso é o que garante a leveza! Com as costas de uma colher, faça uma depressão no centro de cada pãozinho, coloque uma colherada generosa de creme e cubra com muita farofa.
5. O dourado perfeito
Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 25 minutos ou até que a massa esteja dourada e a farofa bem sequinha. O perfume de baunilha e pão assado vai tomar conta da sua rua inteira, acredite na Clarisse!
Minhas flores, vocês não fazem ideia da satisfação que é tirar essa assadeira do forno e ver o contraste do creme amarelinho com a farofa crocante. Aqui em casa, quando eu coloco os chineques na mesa, o café já tem que estar passado, porque ninguém aguenta esperar. É um tipo de pão que traz uma paz imediata, sabe? A massa desmancha na boca e a farofa traz aquela alegria de infância. Ver a família reunida, com os dedos sujos de açúcar e sorriso no rosto, é o maior prêmio que uma cozinheira pode ter.
Como Ganhar Dinheiro com Essa Receita
O chineque é um produto com um custo de produção muito baixo e uma aceitação gigantesca. Ele é o rei das vitrines de padaria no Sul e pode ser o seu diferencial em kits de café da manhã ou vendas por encomenda.
Passos práticos para começar:
- Padronização: Use uma balança para que todos os chineques tenham o mesmo peso. Isso passa confiança e profissionalismo para o cliente.
- Cálculo de Custos: Farinha e açúcar são baratos; o seu lucro vem da técnica da massa e do sabor do creme artesanal.
- Embalagens: Venda em duplas ou trios em saquinhos de papel kraft com visor. O visual rústico combina muito com esse pão.
- Higiene e Validade: O chineque é melhor consumido no dia, mas dura 2 dias bem fechado. Se for vender, destaque que é “assado hoje”.
- Marketing de Aroma: Se você vende em casa, o cheiro do forno é seu melhor vendedor. Poste vídeos da farofa caindo sobre o creme; é hipnotizante!
Estratégias reais para vender mais:
- Combo Café da Tarde: Crie um pacote com 4 chineques e uma mini geleia caseira.
- Parcerias com Escritórios: Ofereça para o café da manhã de empresas. É prático e todo mundo ama.
- Fidelização: Na compra de 10 chineques ao longo do mês, o cliente ganha um pão de forma artesanal.
- Variação de Recheio: Além do creme, você pode oferecer a opção com doce de leite ou goiabada sob a farofa.
Vender pães artesanais é entregar conforto em forma de alimento. Com o capricho da Clarisse e a sua dedicação, o chineque vai ser o seu maior sucesso de vendas.
Conclusão
Minhas flores, espero que esse Chineque de Farofa traga para a casa de vocês a mesma doçura e as mesmas memórias boas que ele traz para a minha. Cozinhar pão é ter paciência com o tempo e amor com as mãos, e o resultado sempre vale cada minuto de espera.
Eu sou a Clarisse Mendes e agradeço por dividirem esse momento comigo. Agora, vou ali passar o meu café porque esses chineques douradinhos estão me chamando! Um beijo enorme no coração, fiquem com Deus e até a nossa próxima receita!